segunda-feira, 5 de maio de 2008

O SILÊNCIO


O coração engole as palavras a conta-gotas
Ingerindo desordenados sentimentos
Mistura-se a dor, a insegurança
À insegurança, o espelho
Ao espelho, sonhos envelopados.


O nada em ebulição
Escritas em tinta branca
Indagações cobertas por creme cicratizante
Numa cura superficial.


Nem mesmo a arte de plasmar
Tem o condão de desarraigar
A marca dos grilhões do medo
Das fugas, das noites insones
Da lâmina afiada na bainha das próprias palavras.

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