sexta-feira, 18 de março de 2022

Ressignificar-me!

Hoje despertei pensativo, soturno e decidi deixar os medos e traduzir meus pensamentos mais internos em palavras.

Mais fácil seria deixar lá, guardadinho, onde ninguém pode  julgar ou emitir opiniões superficiais. Mas é preciso arriscar e ter a coragem de mostrar a mim mesmo, quem sou, onde estão minhas inquietudes, dúvidas, medos e oportunidades de ajustes e amadurecimento. É preciso coragem para tentar materializar os caminhos a seguir em uma nova jornada, onde o caminho é dúvidas, incertezas e temores.

Venho pensando em tudo que tenho vivido e como isso afeta meu interior. Sim, o exterior impacta-me, mas de menor forma.

A vida me colocou em uma condição de limitação, em que muita coisa que tinha um grande significado pra mim, são agora lembranças. E essa situação me fez ficar absorto, e em meus pensamentos a pergunta: o que vou fazer daqui pra frente? É urgente resignificar-me!

Posso disfarçar dores, tristezas, temores mas depois não cabe outra escolha que não seja ver, entender e procurar resolver tudo aquilo que por dias e dias eu posterguei. É hora de ressignificar-me!

Entre permanecer entre medos e temores eu escolho ressignificar-me com novos hábitos, novos propósitos, novas respostas para aquelas velhas perguntas, um novo jeito de me ver e amar, de me cuidar, de ser e de buscar a felicidade em nova roupagem

Estou falando de uma (re)construção e, como tal, envolve mudanças e ajustes geram desconforto. Aquele desconforto que me faz lembrar que estou vivo e preciso seguir mesmo com limitações, pois seguir é melhor que ficar estático, como um móvel velho num canto da casa, pegando pó por mais um tempo e ficando onde estou.

Como sairei do lugar em que estou é uma escolha que cabe só mim, frente a meu caminho e minha jornada. Eu escolho ressignificar-me!

Desejo ter saúde física, emocional e mental e que me proponha a ser quem posso ser. De verdade. Que eu possa fazer a minha parte frente ao invisível, protegendo o próximo e a mim mesmo e que o sentido de fraternidade avance mais e mais.

Acredito que por trás de cada situação que tenho experimentado existem coisas que posso aprender e sei que Deus me fortalece. E vou aprendendo a ressignificar-me!

Que eu não perca esta chance única que recebi. Porque sim, é uma chance gloriosa de me ressignificar, ser de verdade quem quero e posso ser. Estou aberto a mergulhar em mares desconhecidos e transformar-me de verdade. Enfrentar-me e conquistar quem idealizo ser.

É a hora de reiniciar-me. Ver e sentir o novo que posso construir. É hora de ressignificar-me!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Nossa luz

 


Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?

Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Bancar o pequeno não serve ao mundo. Não há iluminação em se encolher para que outras pessoas não se sintam seguras ao seu redor. Somos todos feitos para brilhar, como fazem as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós.

Não é apenas em alguns de nós, está em todos. E quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. ”Quando nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.”

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Vivendo e aprendendo

 

O tempo passa e um dia a gente aprende. Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente. Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar.

E por mais que leve tempo, com o tempo a gente aprende a coisa mais importante da vida, a gente aprende a se ouvir e passa a se conhecer como ninguém. A gente aprende o que faz bem e o que faz mal. A gente aprende a se defender e a lutar. A gente aprende a se importar somente com o que importa. A gente aprende a escolher e a renunciar. A gente aprende que a nossa felicidade está no que dá sentido à nossa vida. A gente aprende que não importa o que o resto do mundo pensa, sempre saberemos o que tem valor para a gente. Com o tempo a gente aprende onde está o sentido da nossa vida e assim a gente aprende a valorizar o que realmente importa

Só gratidão!

 

2021 certamente foi o ano mais difícil da minha vida. Tantas batalhas passei... Foi um ano de desafios, mudanças e transformações profundas. Ano de tristezas, preocupações, mas também de aprender a enxergar alegria nas pequenas coisas, de valorizar os privilégios mínimos, de perceber o que realmente tem valor e quem tem valor, a fundamentabilidade de se ter tempo de qualidade com a família e os amigos. Os de verdade.

Em 2021, os termos 'autoconhecimento', 'empatia, 'efemeridade', 'resiliência', 'controle' 'esperança', 'força', 'coragem', 'amizade', 'fé', 'gratidão', 'abraços', ganharam novos significados pra mim.

Este ano me fez me desconstruir e reconstruir. De renascer. De ressignificar conceitos e  comportamentos meus e de quem me cerca (ou me cercava). Eu renasci. Literalmente. Deus me resgatou dos braços da morte, e hoje estou aqui. Vivo! A Ele toda honra e toda glória! 

Sou grato a Deus pela vida, pois cada dia que vivo é um presente d'Ele. Minha gratidão a todos que intercederam por mim. Grato sempre à minha família que  me acolhe todos os dias. Eu amo minha  família! Muito obrigado aos amigos que desde as primeiras horas estiveram comigo. Que se moveram para me ajudar, realizando campanhas, como agradeço aqueles que contribuíram. Agradeço aos que me acompanharam quando estive internado e os que me acompanham agora. Obrigado aos que permanecem ao meu lado.  Agradeço aos profissionais de saúde que cuidaram e cuidam de mim. Obrigado por se dedicarem à minha causa. Gratidão! Sempre soube o significado dessa palavra, e hoje sei mais ainda. Vivo de GRATIDÃO. A Deus e a todos vcs.

Para 2022, não tenho muito a pedir. Só quero que Deus me dê saúde. Porque a vida Ele já meu em 03 de julho de 2021.

GRATIDÃO!

FELIZ ANO NOVO!

Basta acreditar!

Fé, esperança e superação. 

Acredito que essas devem ser as palavras-chave da nossa vida. Acredite no impossível, creia... é possível, sim! Nunca diga nunca vou conseguir. Siga mantendo a fé, a esperança. 

Dizem que a esperança é a última que morre, mas nunca falaram em reencarnação para ela. Portanto, se a sua morrer, espere o que for preciso para que ela reencarne e só assim você chegará à  superação e, em consequência, a vitória! 

E o mais importante: não permita que ninguém atrase o que você acredita com palavras negativas, pois é possível sim, basta acreditar!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Mesmo que distantes

 


Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão”. (Provérbios 17:17)

Não podemos deixar que o afastamento quebrem os vínculos. Há como manter as relações. O momento demanda distanciamento social, e estar distante de algumas pessoas, como amigos, familiares, colegas de trabalho  pode ser algo muito difícil e sofrido. Estávamos habituados a toda uma rotina e ao convívio. É evidente que o afastamento afeta inteiramente nossa saúde mental, por isso, precisamos pensar em opções para amortizar os danos e nos adaptar da melhor maneira possível. Necessitamos nos distanciar socialmente, mas não necessitamos nos encarcerar do mundo. Por isso, carecemos manter contato e nos conectar com as pessoas, mesmo que de maneiras diferentes. O isolamento é para todos e não justifica dizer que não entra em contato porque está isolado. Podemos usar as redes sociais, mandar uma mensagem de carinho, ligar para saber se está tudo bem e ressalvar o quanto as pessoas são importantes para nós. Não podemos em hipótese alguma perder os vínculos. O isolamento pode servir de momento de reflexão à importância que as pessoas têm em nossa vida e o quanto estar com elas é especial.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

É caro demais...

Tem pessoas que entram em nossa vida, desconsertam tudo e não permanecem para ajudar a organizar a confusão. Após um período, conseguimos recolocar ordem na bagunça e essas pessoas regressam, esperando bagunçar tudo novamente. Pode ser desafiador permitir o retorno por um instante, mas será que vale a pena arriscar-se?

Se coloca em risco a nossa paz é oneroso demais. É preciso conhecer o nosso alcance, até onde podemos chegar, até onde consentimos. E, acima de qualquer coisa, devemos ter compromisso afetivo com nós mesmos. Perder o prumo por amor é bom por algum tempo, mas se está nos corroendo além da conta, é hora de rever essa situação.

Quem nos quer não desaparece quando as situações se complicam, nem arrefece quando nós chegamos perto. Quem nos quer, ajuda a concertar a desordem que ocasionou e tem empatia pelo sentimento que acordou. Enfrenta conosco a confusão e nos auxilia a readquirir a paz.

Se custa a nossa paz estar com alguém e essa pessoa não consegue perceber o preço alto que estamos pagando pelo relacionamento, se não nos ajuda a enfrentar a bagunça que causou com empatia e tolerância, então não vale a pena.




quinta-feira, 25 de junho de 2020

Sejamos 44 vezes mais felizes!!




O correr da vida embrulha tudo.  A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.  O que ela quer da gente é CORAGEM" (Guimarães Rosa)

Contando com hoje, vivi 44 anos! Eu não poderia estar mais feliz com mais um aniversário que chega com tantas alegrias acrescentadas! Que tudo isso ainda seja pouco perto de tantas coisas que posso e ainda irei viver
Sou dos que gostam de comemorar as datas e de lhes dar importância. O dia do meu aniversário é a minha virada de ano, muito mais relevante que o réveillon. Gosto de fazer festa, de ter gente em volta, de receber mensagens, parabéns, presentes, atenção. É dia de festa, mas este ano é diferente, é também dia de ponderação por tudo o que temos vivido, os dias tensos que temos passado... O meu lado mais apurado (ou crítico) é o de estar invariavelmente a tirar a temperatura de tudo. Faço isso sempre e não seria diferente no dia em que chego aos 44 anos. Olhando para trás, e em traços muito largos, tenho a vida que optei. Faltam-me coisas, mas tenho tantas outras boas que acho injusto pedir seja o que for. Acredito que Deus tem ainda muitas coisas boas designadas para mim que serão materializadas com um forte impulso desta força de vontade e muita coragem que tenho e que herdei dos meus ancestrais. Estou contente com a vida, mas de vez em quando sinto uma espécie de frio que se aloja com a falta do quente que não se compra nas lojas, mas, a bem da verdade, devo dizer que sempre achei que seria o preço a pagar. Vou caminhando, rindo num lado e outro, mas no fundo sabia que o preço a pagar seria o tal frio que de vez em quando se aloja, que não chega a deixar-me congelado, porque há tanta coisa quente e boa a acontecer que o que preciso é olhar para elas e apreciar cada uma de forma valiosa. A cada ano gosto de fazer coisas que me extrapolem, que me provoquem, que me distingam. Gosto de me fazer presente, de olhar para trás e perceber que ascendi em todos os níveis e este ano não foi diferente. Muito trabalho, muitos planos, realizações, coisas realizadas pessoal e profissionalmente. Assim vale a pena olhar e compreender que os doze meses que passaram não foram em vão. Cresci, apreendi umas coisas, ensinei outras, tenho certeza! Perdi algumas coisas, porque eu sou da opinião que quando se escolhe se está sempre a perder. Estou mais assertivo, seletivo, mais rigoroso, mas, menos caprichoso, menos cheio de mim, acho que menos chato, principalmente com horários. Mas continuo teimoso, apaixonado, vaidoso, a amar a Deus, a família, os amigos, o trabalho (ou seriam os trabalhos, já que são vários?) o mar, a estrada, os hotéis, uma quadra e uma bola de vôlei, um bom vinho, uma boa comida, um bom livro, uma boa música, vontade de conhecer gente... Aos 44 anos continuo a achar que poderia viver em Jericoacoara, mas que Oeiras será sempre o meu lugar, meu porto seguro. Mas aos 44 anos continuo a não gostar de falar nas primeiras horas do dia porque me recuso a fazê-lo antes de ter os sentidos alertas; continuo com minha perspicácia, minha ironia refinada, meu deboche, meu sarcasmo. Continuo reclamando do que não me agrada, falando o que penso de forma livre, afinal, nem se é gente sem pensamento próprio, disciplinado, rigoroso, profissional, humano, solidário, amigo, dedicado aos que me amam, generoso, empático, cavalheiro, bem disposto, criativo, intuitivo, otimista, divertido e com uma aptidão estranha de lidar muito bem com os grandes problemas e de me deixar derrubar apenas com um gesto ou uma palavra fora de tom de uma pessoa de quem gosto ou aprecio. Não sei como será daqui para frente, cabe a Deus decidir. Quero é celebrar os meus dias, com a benção de Deus e uma boa garrafa de vinho. Parabéns a mim, que apesar de ser muito complicado tenho uma tecla que descomplica tudo. Chama-se verdade. Acredito que bem usada, a verdade é meio caminho andado para não se complicar nada. Verdade, gratidão e algum sentido de humor que me leva a acreditar que sorrir é sempre uma saída. Porque gosto de sorrir. E sei que prosseguirei a sorrir em todos os momentos, vendo sempre o lado bom da vida, as coisas boas da vida que chegam para nos fazer sempre acreditar e que agradecemos eternamente por tê-las vivido porque nos abanaram o cantinho arrumado onde nos sentimos confortavelmente felizes.
Meus sonhos seguiram se realizando ao longo desses 44 anos que hoje completo! Que seja sempre assim. Que meu coração sempre tenha fé, coragem e vontade de vencer. Obrigado, Deus, por tudo até aqui. Feliz aniversário para mim, pois eu sei que mereço!

domingo, 26 de abril de 2020



A vida acontece como um conciso pensamento, vivemos dias que terminam bem e outros que se acabam mal. Não importa como seja o nosso dia o tempo não pausa para olharmos as circunstâncias que vivemos, a vida segue a cada dia, seja qual for a angústia, seja qual for a alegria a vida sempre prossegue
Quem de nós nunca parou pra olhar para trás e recordar dos dias que passaram? Saudades do tempo bom em família, da mãe aprontando uma deliciosa refeição, do abraço apertado da avó, de uma festa marcante, de uma conquista ou então, dos tempos de anormalidade e aflição, de batalhas, de afastamento, de choradeira, de peleja, de zanga, dias de solidão e desamparo, dos dias de sorrisos que aformoseavam o coração, outros das bofetadas que arranhavam a alma. Lembranças dos que partiram e levaram consigo parte da nossa vida. Saudades do dia em que conhecemos o melhor amigo, do primeiro encontro com quem amamos... lembranças de um tempo bom que não volta, tempo que foi vivido com júbilos e desgostos, tempo que foi tão aproveitado e mesmo assim hoje quando lembramos pensamos: “Por que eu não aproveitei melhor a minha vida?” “Por que eu fiz desse jeito?” “Por que eu falei assim?”, ”Por que teve que ser assim?”, ”Será que eu poderia ter feito melhor, ter feito diferente?”. Em muitos momentos, contemplando a nossa vida, pensamos em fazer distinto alguma coisa lá atrás, mas o que aconteceu, o que foi feito, o que foi dito, o que foi vivido, o passo que foi dado, isso não se pode modificar, mesmo que voltemos atrás o que foi feito está feito. Não se muda o passado, mas se vive o presente com a confiança de que há um desígnio para tudo abaixo do céu, e sobre ele se luta pelo futuro, esquecendo – se das coisas velhas.

sábado, 4 de abril de 2020

A Praça



Não, a praça não estava vazia; nunca houve uma praça mais cheia do que aquela. Os Passos por ela não passaram, mas estava cheia de orações, lembranças, emoções, lágrimas.
Do velho templo ecoava a voz forte da Beú e a voz do Bispo. Em suas casas, os fieis ouviam atentamente com lágrimas nos olhos e uma prece no coração.  Gente de todas as idades, de todas as cores, de todos os cantos da cidade e do estado, mesmo os que não são católicos sentiam a diferença desta sexta-feira, todos unidos pela tristeza de um dia que era pra ser de festa e foi de silêncio.
Irmanados pela tristeza, os católicos oeirenses ouviam as palavras do bispo e padres no radio e nas redes sociais e bebiam os silêncios que retumbavam nas pedras da velha praça. A tristeza era a linguagem comum entre eles, o ar que eles respiravam, a prece em seus corações. A tristeza hoje foi o sentimento que tomou as ruas de Oeiras.

O que ficou quando tudo calou

  A água da piscina estava morna, parada como um espelho que não mente. A taça estava em minhas mãos e eu olhava pra ela. Não era luxo nem...