sábado, 15 de junho de 2019

Estamos correndo na direção certa?




Hoje acordei mais pensativo que o normal. Talvez por conta dos últimos acontecimentos, por pensar nas minhas decisões futuras e podendo enxergar com mais clareza as coisas que realmente valem a pena em nossas finitas vidas. Ligando baixinho o som do computador, ouvi na voz da Maria Bethânia – Tocando em Frente – que começa já dizendo o mais importante para mim que é “Ando devagar porque já tive pressa...” e foi ai que me atentei para a atitude mais corriqueira que podemos identificar ultimamente na gigantesca maioria das pessoas: a PRESSA.

Você já reparou como hoje todos estão sempre com pressa? Já notou como todos nós estamos sempre tentando evidenciar aos mais próximos o quanto somos atarefados e abarrotados de compromissos? Se encontramos com alguém que não víamos há um tempo, logo diz que é o tempo, que é o trabalho, que é isso, aquilo e, assim, muitas coisas essenciais, vão ficando para trás, como a atenção, o convívio e o cuidado com familiares e amigos.

São pessoas correndo de um lado para outro, sempre atrasadas e com os olhos em alerta em busca de um objetivo ou compromisso que muitas vezes nem elas mesmas sabem exatamente o que é. A nossa volta podemos ver como pessoas próximas estão tão obcecadas com suas rotinas sem se darem conta disso.

Os dias estão passando muito rápidos e estamos vivendo, com pressa e sem qualidade de vida. Por quê? Onde iremos chegar com esta maneira de viver?

Não sabemos o que o futuro nos reserva, e muitas vezes não nos damos conta no que estamos nos transformando. Estamos cercados de pessoas sem a mínima capacidade de ouvir o próximo, sem acolher a dor alheia, incapazes de atitudes de carinho, sem empatia e correndo em direção de sei lá o que.

Estamos correndo o dia todo para chegar aonde mesmo?

Precisamos desacelerar. Respirar, escutar, acolher. Não nos cobrar tanto. Precisamos cuidar mais de nós. E cuidar de quem corre ao nosso lado.

quarta-feira, 1 de maio de 2019




Não sei quando a humanidade chegou a este ponto, mas tudo parece mais complexo. Falta empatia! A falta de empatia é o câncer do mundo, mas sua presença, a cura dele.
Se relacionar com alguém sem empatia, incapaz de ficar feliz com a sua felicidade ou sofrer com seus problemas, significa conviver com alguém que será sempre, em algum grau, apático às suas dores. E pior: mesmo que haja um empenho, dificilmente conseguirá índices aceitáveis, pois a verdadeira empatia é uma capacidade inata na qual o egoísmo cede gentilmente o lugar ao desprendimento. Portanto, não basta querer, ou tem ou não tem. Se envolver com quem não constitui uma conexão emocional empática é doloroso, desgastante e um assassinato da autoestima em câmera lenta.
Ninguém nasce forte e estar no auge não pode fazer ninguém se esquecer do caminho que trilhou até lá. Se verdadeiramente, depois de tudo o que passamos, vemos e ouvimos, não conseguirmos sentir, não conseguirmos ser solidários à dor de alguém, realmente nós temos muito o que temer do futuro. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A pedra



A pedra que matou Maria Auzenir não desfigurou apenas o seu rosto. Aquelas pedradas atingem a todos nós que fechamos os olhos para a violência contra a mulher, que fazemos de conta que as mulheres são tratadas com respeito e dignidade, que hipocritamente achamos que a mulher tem culpa. Aquelas pedradas atingem toda essa sociedade machista, sexista, que prefere se prender a dogmas, doutrinas religiosas e ideias arcaicas a discutir esse problema que tem feito cada vez mais vítimas em nosso país, em nosso estado. O sangue de Maria Alzenir, está impregnado em todos nós que fechamos os olhos para esse mal. A violência contra as mulheres não é nem imutável nem inevitável e pode ser drasticamente reduzida ou vir mesmo a ser eliminada, basta que tratemos a todas com o devido respeito e dignidade. Eu não a conhecia. Mas isso não impede que peça justiça para este caso.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A idade é o desejo da vida

Hoje, tudo é mais intenso, o tempo carrasco traz sonhos e regurgita medo. Não dá pra fingir, não há pra onde fugir. Hoje tudo é mais intenso,
É permitido chorar e sorrir.

As lembrança de tantos "sim, tanto "não", o que acumula no peito é amor, não é solidão. Solidão é coisa pra se jogar fora. Mas lembro: 
- Tudo é mais intenso agora.

A idade é o desejo da vida. Então que venha recheada de experiências, de tristezas e alegrias.Sim, isso mesmo, pois não dá pra sorrir o tempo todo.
Hoje, tudo é mais intenso,
então que seja assim por muito e muito mais tempo.

terça-feira, 25 de abril de 2017


Depois de algum tempo observando algumas atitudes, resolvi me desfazer de alguns laços, e a minha intenção é seguir em frente sem eles. Não sei o que o amanhã me reserva, não sei se poderão ser refeitos, mas no momento, estou me sentindo bem pela decisão que tomei. Tudo que vira nó, aperta, e tudo que aperta, sufoca, dói, maltrata, e isto não é legal.
As pessoas que verdadeiramente gostam de nós, vão sempre estar por perto, e mesmo que as obrigações diárias as impossibilitem, vez em quando, elas sempre darão um jeito de saber sobre a gente, de nos cuidarem mesmo que de longe, vão sempre nos procurar e vão nos valorizar também. Já as que nos mantém por conveniência não, elas sempre darão um jeitinho de escapar destas responsabilidades do coração, vão sempre nos colocar em segundo plano, e só sentirão a nossa falta, quando sentirem falta de alguma coisa que só nós podemos lhe oferecer, e isto realmente cansa a alma da gente. 

Se tem uma coisa que todos nós precisamos fazer nesta vida, é respeitar sentimentos. Sempre!

Quantas vezes deixamos de falar com amigos por mágoas, por bobagens, fazemos votos de silêncio porquê fomos desagradados e nos achamos no direito de não mais conversar e ignorar pessoas; brigas por motivos tolos, sem importância. Até que chega o dia de uma grande perda e percebemos que nada daquilo valeu a pena. Nada! Nem um pouco, nada mesmo.

Tantas outras situações nos entristecem...um amigo que se mudou e deixou saudades; um amor que deixamos partir por não se dedicar; pessoas que entram em depressão por não se sentirem amadas ou importantes... Quantas vezes não conseguimos dizer ao nosso pai o quanto o amamos, o admiramos pela inteligência, coragem, o modo com que conseguem sustentar a família, ou à nossa mãe, que por mais que façam o papel de “chatas”, ainda são amadas porquê sabemos o quanto se preocupam, querem nosso bem, nos protegem, nos educam, repreendem, passam nossa roupa amassada, preparam aquela comida que gostamos e milhares de coisas que só uma mãe consegue. E a maioria das vezes dizemos apenas um simples 'obrigado'. É preciso dizer mais, alguns implícitos precisam ser expostos!

Não podemos deixar passar a oportunidade de dizermos o quanto amamos, o quanto queremos bem. Não podemos ter vergonha de dizer o quanto as pessoas são importantes para nós, o quanto as amamos. 

Precisamos amar, demonstrar, se importar, sentir, sorrir, chorar, mais do que qualquer outra coisa. Amar é viver. E, 'quem não tem tempo para amar, morre por dentro a cada segundo'.

Ninguém é obrigado a suportar grosserias que nunca mudam, fofoqueiros que nunca se curam ou imaturos que jamais crescem.

Se você deseja que seus dias, as pessoas e as situações sejam melhores, seja você uma pessoa melhor a cada dia, em todas as situações e para qualquer pessoa.
Se você cobra o amor das pessoas, ame-as!
Se cobra atenção, dedique tempo para elas !
Cobre menos. Faça mais !!!

Eu quero relações que se sustentem em atitudes, que discurso, se vier, seja apenas um enfeite a mais. Palavras não me bastam, eu quero ver ações, posicionamento além do verbo! Não me diga que me ama sem amar o movimento pulsante da vida, porque amor é vida pulsante. Eu não sei lidar com a preguiça, a inércia, a estagnação.
Eu quero a vida em movimento, ouvir o canto e sair dançando. Eu quero beber de fontes diversas e nutrir minha alma com a beleza da arte, do conhecimento, da vivacidade.
O tempo é curto, a vida é efêmera.
Estar vivo não basta, é preciso transcender a essência, transbordar!


E a vida vai me moldando, vou me lapidando a partir do que existe, mas também daquilo que vivi e deixei partir. Entendendo que minha fachada não é somente o reboco visível, mas sim muitos outros alicerces imperceptíveis aos olhos. Descobrindo que também abrigo palavras não ditas, caminhos não escolhidos, sonhos não realizados. Aceitando a vida como ela é, cheia de acertos e imperfeições, percalços e contradições, desafios e realizações.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016


Me ensina a registrar a alegria que trazes até mim,
No acalanto do teu abraço,
No despertar de felicidade a cada manhã,
Na festa que meus olhos fizeram ao te ver.

Meu amor,
Me ensina a registrar a paz que imergi após te encontrar,
A vida que não idealizava haver em mim,
A folha que antes de ti era branca,
Mas que agora tem todas as matizes que o amor idealiza e idealizará,
Para avivar o sorriso que trago a cada momento, que penso em ti e me imagino em teus braços.

O que ficou quando tudo calou

  A água da piscina estava morna, parada como um espelho que não mente. A taça estava em minhas mãos e eu olhava pra ela. Não era luxo nem...